O exemplo de Rees Howells e o chamado da igreja em tempos de crise

Em meio a guerras, rumores de guerras e tempos de instabilidade, uma pergunta ecoa entre os cristãos: qual é o nosso papel como igreja diante de tudo isso? A resposta pode ser encontrada nas Escrituras — e também na história da fé. Um exemplo marcante é o de Rees Howells, um intercessor galês que, junto à sua comunidade, se posicionou espiritualmente durante um dos momentos mais sombrios do século 20: a Segunda Guerra Mundial.

Rees Howells liderava a Escola Bíblica de Gales (Bible College of Wales), quando o avanço de Hitler ameaçava a Europa. Com a convicção profunda de que Deus os havia chamado para se colocarem na brecha, ele e os intercessores da escola decidiram travar uma batalha espiritual. Em vez de apenas acompanhar os jornais e temer o futuro, eles oravam incessantemente — jejuavam, vigiavam e clamavam com fé por intervenção divina.

Durante a Batalha da Grã-Bretanha, Rees declarou, com ousadia e fé, que Hitler não conseguiria invadir a Inglaterra. E mesmo quando os relatos apontavam para o contrário, eles mantiveram sua posição, confiantes de que Deus os havia ouvido. O avanço nazista foi, de fato, contido. A história mostra que a batalha espiritual travada por essa comunidade foi tão real quanto a dos campos de guerra.

Esse testemunho nos lembra que a igreja não é chamada apenas para observar os acontecimentos, mas para influenciá-los no mundo espiritual. Jesus afirmou: “Meu templo será chamado casa de oração” (Mt. 21.13 NVT).

A oração não é um recurso de último caso, mas uma expressão de fé, autoridade e alinhamento com os propósitos de Deus.

Em tempos de guerra, catástrofes, injustiças e crises globais, o chamado da igreja permanece: interceder. Clamar pela vontade de Deus sobre as nações, suplicar por misericórdia, sustentar em oração os que estão sofrendo e guerrear espiritualmente contra as trevas.
O apóstolo Paulo também nos orienta: “Orem no Espírito em todos os momentos e ocasiões. Permaneçam atentos e sejam persistentes em suas orações por todo o povo santo” (Ef. 6.18 NVT).

A intercessão é um convite para nos unirmos ao que Deus está fazendo no mundo. Não se trata de convencer o Senhor a agir, mas de nos colocarmos à disposição dele, em oração, para que a Sua vontade prevaleça.

É por isso que a igreja local tem papel essencial. Quando nos reunimos para orar — por nossas cidades, nações, governos, famílias e conflitos internacionais — estamos assumindo a nossa identidade espiritual como povo de Deus. Como afirma Tiago: “A oração de um justo tem grande poder e produz grandes resultados” (Tg. 5.16b NVT).

A oração coletiva, constante, cheia de fé, move céus e terra.

Em 2026, diante de tantos desafios globais, é impossível ignorar o papel da igreja como intercessora. Conflitos no Oriente Médio, guerras, perseguições religiosas, fome, catástrofes naturais… tudo isso aponta para um cenário em que mais do que nunca é tempo de nos colocarmos diante de Deus em oração.

A igreja não é espectadora — é agente do Reino. O Espírito Santo ainda chama intercessores como Rees Howells. Ainda levanta comunidades que oram com intensidade, que se comprometem com a intercessão como ministério essencial e que sabem que orar é agir.

Na Rede Comuna, cremos que orar é parte do nosso chamado como discípulos de Jesus. Queremos ser uma igreja que carrega o fardo das nações em oração, que clama com fé e que permanece firme mesmo quando tudo ao redor parece ruir.

Ore pelos conflitos ao redor do mundo. Ore pelos líderes das nações. Ore por misericórdia e justiça. Ore pela igreja perseguida. Ore para que a paz de Deus — que excede todo entendimento — reine nos corações.

E lembre-se: “Então, se meu povo, que se chama pelo meu nome, humilhar-se e orar, buscar minha presença e afastar-se de seus maus caminhos, eu os ouvirei dos céus, perdoarei seus pecados e restaurarei sua terra” (2Cr. 7.14 NVT).