GERAÇÕES: o chamado de Deus para um evangelho que transcende o tempo
A fé que atravessa o tempo. O plano eterno de Deus se revela na união entre pais, filhos e netos, em uma igreja viva, multigeracional e em constante missão
Todos os anos, como igreja, buscamos em oração e comunhão com o Senhor o discernimento para entender o que Ele deseja comunicar. E o tema que carregará o ano de 2026 na Rede Comuna já nasceu:
GERAÇÕES.
Essa direção não é fruto de uma tendência, de uma campanha bonita ou de um jogo de palavras. É fruto de uma revelação que se alinha ao projeto eterno de Deus. A Palavra nos mostra, do Gênesis ao Apocalipse, um Deus que não se limita a um tempo, um povo ou uma geração. Pelo contrário, Ele é o Deus de Abraão, de Isaque, de Jacó, e de todos os que vieram e virão.
O Evangelho é uma herança para ser transmitida
Desde os primeiros relatos bíblicos, vemos que a vontade de Deus é que Sua glória, Seus feitos e Sua aliança sejam conhecidos por todas as gerações. Em Deuteronômio 6.4–9, Ele nos instrui a ensinar Seus mandamentos aos nossos filhos, em casa, no caminho, ao levantar e ao deitar. Ou seja, a fé não deveria ser algo isolado, escondido ou individualista, mas uma cultura familiar — uma herança espiritual.
A responsabilidade de transmitir o Evangelho não é apenas do púlpito, mas da casa, da mesa, da caminhada cotidiana. E isso envolve mais do que ensinar verdades: trata-se de formar corações. Geração após geração, a missão continua.
Um tema para todas as idades
O tema “GERAÇÕES” nos convida a valorizar o que o Senhor já fez no passado, perceber o que Ele está fazendo no presente e nos preparar com fé e diligência para o que Ele fará no futuro. Cada geração tem um papel no Reino de Deus — nenhuma é descartável, irrelevante ou secundária. É no entrelaçar de idades, histórias e experiências que a igreja encontra maturidade e vigor.
A geração mais velha carrega sabedoria, vivências e firmeza. A geração mais jovem traz força, criatividade e impulso. Quando essas duas se encontram sob a liderança do Espírito, temos uma igreja viva, relevante e poderosa.
O apóstolo Paulo reconheceu isso ao escrever a Timóteo, seu filho na fé. Ele faz menção à fé que habitou em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice, mostrando que a caminhada de Timóteo não começou com ele, mas foi fruto de um legado (2Tm. 1.5).
Uma missão coletiva
Vivemos em um mundo que muitas vezes separa, isola e cria muros entre gerações. Mas no Reino de Deus, somos chamados à unidade. O Salmo 145.4 declara: “Uma geração contará à outra a grandiosidade dos teus feitos; eles anunciarão os teus atos poderosos”. Essa é a dinâmica divina: um ciclo contínuo de testemunho e ensino, onde cada geração impacta a seguinte.
Outros textos reforçam essa missão coletiva:
- Salmo 78.4–7: “Não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louvores do Senhor.”
- Joel 1.3: “Contai isso a vossos filhos, e vossos filhos a seus filhos…”
- Tito 2.1–8: “Os mais velhos devem ensinar os mais jovens…”
- Atos 2.17–18: “Derramarei do meu Espírito sobre toda a carne, e os filhos e as filhas profetizarão…”
Esses textos revelam que Deus sempre agiu e continuará agindo em meio a famílias espirituais, de geração em geração. Nosso papel é sermos fiéis em reconhecer e corresponder a esse chamado.
C26 — Um marco para a missão geracional
Sabendo de tudo isso, é com grande alegria que anunciamos que a nossa conferência ministerial, a C26, também carregará o tema “GERAÇÕES”. De 30 de abril a 2 de maio de 2026, estaremos reunidos na Comunidade da Graça Sede para três dias de encontro com Deus, aprendizado e realinhamento com o Seu projeto para nossa geração e para as que virão.
Será um tempo para ouvirmos o que o Espírito Santo está dizendo à igreja. Tempo de nos lembrarmos do que Deus já fez, de nos alegrarmos com o que Ele está fazendo agora e de sonharmos juntos com o que Ele ainda fará.
Uma ponte entre o que passou e o que virá
Nosso desejo para 2026 é que sejamos essa ponte viva. Uma igreja que honra o passado, influencia o presente e constrói o futuro. Que possamos ver pais espirituais adotando filhos espirituais, ver jovens apaixonados por Jesus caminhando com anciãos cheios do Espírito. Que as diferenças de idade se tornem pontes, e não muros.
O mundo precisa ver que o Reino de Deus não é feito apenas de momentos emocionantes, mas de vida compartilhada, de fé transmitida e de legado construído em amor e verdade. Esse é o nosso clamor: que o ano de 2026 seja marcado por relacionamentos geracionais profundos, por transição de unção com sabedoria e por uma igreja unida pelo mesmo propósito.
Como diz Efésios 3.21:
“A Ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém.”
Você sabe qual é a diferença entre estudo bíblico e plano de leitura?
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