Onde flui o sal, onde a luz brilha, onde se manifestam a graça e a justiça?

Estamos testemunhando um mover de violência, criminalidade e imoralidade em todas as nações do mundo. No Brasil mesmo temos vivido dias de extrema vergonha. Onde estamos nós, cristãos brasileiros, para fazer o contraponto? Onde estamos nós para responder à impiedade entre os povos, à afronta dos corruptos e da corrupção, para enfrentar os grupos criminosos que se levantam no Oriente, no Ocidente, na Ásia, na África, em todas as nações? Onde está a Igreja de Jesus dentro de todo esse contexto? Que diferença fazemos? Onde flui o sal, onde a luz brilha, onde se manifestam a graça e a justiça?

A resposta não está apenas com o presidente da república, com a ONU, com os prefeitos ou com os políticos. A resposta está também com a igreja, com homens e mulheres alcançados pelo poder regenerador promovido pela graça salvadora de Jesus, e transformados em sal da Terra e luz do mundo. Uma nova geração de santos de Deus, que vão fazer a diferença entre as nações e que com impetuosidade, coragem e destemor, vão influenciar onde quer que estejam, onde quer que haja necessidade, onde quer que haja luta, dificuldade e aflição. Somos chamados para fazer a diferença nesta hora em que as nações clamam por respostas.

Nos afastando do conforto para alcançar as pessoas

Às vezes penso que a igreja de Jesus olha para si mesma e se vê como um grande transatlântico, confortável e seguro, como se não houvesse necessidade de se envolver com os náufragos que morrem e padecem em meio à crise violenta que se abate entre as nações. Preferimos ficar em nosso lugar de conforto, resguardados de toda pressão e dificuldade, mantendo a nossa religiosidade – o conjunto de regras que governa a nossa conduta. Estabelecemos um padrão – por vezes perverso – de comportamentalismo que não alcança o necessitado, o oprimido, que não toca no coração daquele que está perdido. Um padrão de comportamento que, ao invés de aproximar os homens da graça de Deus, os afasta.

Nossa religiosidade tem nos afastado da nova geração. Uma geração que deseja muito conhecer a Deus – o Deus que é dinâmico, que age, que está presente, que se move para alcançar o perdido, para cuidar do pobre, do miserável, do necessitado, do aflito e do desesperado. Um Deus que socorre a mulher traída e abandonada, que atende o coração do marido perdido e desesperado, que alcança o jovem dependente químico, que vai em busca deles.

Olho para as páginas de Atos dos Apóstolos e vejo o fantástico tempo que a Igreja em Jerusalém viveu, quando houve o derramar do Espírito Santo. Aquele grupo começou a fazer diferença. Tudo porque um grupo de homens e mulheres, muitos deles simples e iletrados, mas cheios do Espírito Santo, que experimentaram toda a plenitude de Deus, colocaram a cidade onde estavam, o estado onde estavam, o país onde estavam, o lugar onde estavam, de pernas para o ar, de cabeça para baixo. Revolucionaram o mundo.

Até quando vamos ser este barco de conforto, este grupo que gosta muito de celebrações e que não tem compromisso com o evangelismo e com o discipulado?

Lembra-se de Paulo? Ele escreveu: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.” – Gálatas 2.20.

Em outras palavras, Cristo é minha vida. Daí vem a paixão pelos perdidos. Sabe qual é o nosso problema? Cristo não tem sido nossa vida, Ele tem sido apenas nossa religião.

Um chamado à igreja

Precisamos ser calor e luz, isso é o que um cristão deve ser. Na época de Cristo, as lâmpadas precisavam de óleo para iluminar. Assim, ninguém pode ser luz e nem ter calor sem o óleo do Espírito Santo. É ele quem levará você a viver uma vida santa, a amar o perdido, buscar o desesperado, a dar a vida pelo necessitado, pelo aflito, pela viúva.

Miquéias declarou: “Eu estou cheio do Espírito do Senhor!” E nós devemos clamar: “Eu quero ser cheio do Espírito do Senhor!” Precisamos querer e buscar isso em nossas vidas. Só assim poderemos dar ao mundo a resposta que ele tanto procura.

Carlos Alberto Bezerra

Você sabe como fazer missões urbanas em igrejas pequenas? Descubra no blog da Rede Comuna!